Teyeléen, está no ar o primeiro videoclipe da cantautora senegalesa Artisfa

Teyeléen, estrea o videoclipe de Artisfa no Festival Niamakala 2022

Numa colaboração inédita entre cantautoras do Senegal, Brasil e Espanha, a produção do videoclipe “Teyeleen”, da senegalesa Artisfa, envolveu a participação de dezenas de pessoas ao redor do mundo, culminando em seu lançamento, no Festival Niamakala 2022.

Artisfa, natural de Casamance e radicada em Dakar, começou a compor desde a infância. 

“A arte sempre foi minha paixão. Gosto de cantar e escrever. Sou backing vocal em um grupo chamado “Blue roots” e ao mesmo tempo estou preparando hits solo também.”, nos diz a artista, que também é produtora cultural e idealizadora da “Maison des Arts” (Dakar/Senegal).

Além de cantora e compositora, a artista assinou o roteiro e direção de arte do videoclipe “Teyeléen”, um hino de amor à criança, um chamado para que o mundo tenha mais cuidado e respeito pela infância.

Assim, desde que se conheceram, Artisfa e Mo Maie (Djalo Musica Nomad/Brasil), deram início a uma bela parceria, reforçada por Gabriela Duyos, (Diário Sonoro/Espanha). 

Juntas, realizaram a produção deste trabalho, que teve início em março de 2020, quando seu áudio foi registrado no Wizard Studio (Yéne/Grand Dakar/Senegal), com a direção musical de Donald Bucal e produção musical de Falsower.

Dando continuidade aos trabalhos, os registros visuais foram realizados em maio de 2021, com equipe coordenada por Artisfa e Donald Bucal.

“Com o apoio financeiro do projeto “Diário Sonoro”, idealizado por Gabi Duyos (Madrid), conseguimos filmar as imagens no Senegal e seguimos as edições aqui no Brasil, nos preparando para lançar uma obra feita com muito cuidado, com uma mensagem fundamental para a restauração do mundo, que é o respeito pelas crianças.”, disse Mo Maie.

O videoclipe foi lançado em 07/10/22, no “I Festival Niamakala de expressões africanas e da terceira diáspora”, recebendo ótima crítica do público, emocionando e encorajando mais e mais mulheres a acreditarem em seu sonho.

“Nossos sinceros agradecimentos ao Espace Sobobade e L’Engoument de Toubab Diallaw, ao fotógrafo Issa do “Lab. Kang Fory Prod.” e a todos que, de perto ou de longe, contribuíram com a conclusão desta obra”, agradece Artista e toda a equipe de produção.

Vocês estão todos convidados para assistir Teyeleen: 

Teyeleen  . Artisfa . Sénégal . Dakar, septiembre 2022

.

Links para você conhecer a Artisfa na rede: #artisfa #dakar #mulhernamusica

https://www.facebook.com/adjifatou.sambou.5

https://www.instagram.com/artisfa9/

https://wordpress.com/post/terreirodegrios.wordpress.com/953

Mestra Mayá Pataxó lança o livro “A escola da reconquista”

Este texto é um fragmento do texto original, que foi publicado no site da Teia dos Povos: https://teiadospovos.org/pedagogia-da-reconquista-retomada-do-territorio-da-ancestralidade-do-sonho-do-sentido/ . Foi escrito por Raissa da Silva e Gabriel Kieling (Coletivo Etinerâncias) e Michele Junana (Território Junana/Teia dos Povos em Luta no Rio Grande do Sul)

Na capa do livro a imagem de Lucília Muniz, mãe de Mayá

Mestra Mayá compartilha uma pedagogia inovadora e ao mesmo tempo profundamente ancestral, que foi capaz de produzir saberes, práticas e relações relevantes para o fortalecimento de seu povo, o que colaborou decisivamente para a impressionante retomada de 54 mil hectares do território Pataxó Hã Hã Hãe, no Sul da Bahia.

Não contaram nossa história verdadeira. Mataram nosso povo, nossa  floresta e não contaram a verdade. Fizeram um assassinato para acabar com o nosso povo, para invadir… E  os índios estão aí, mesmo com tanto sofrimento e dificuldade, os índios estão aí dizendo: olhem nós aqui, estamos aqui, estamos guerreando, estamos lutando pelos nossos direitos.

(Trecho de A Escola da Reconquista – Maya Maria )

Mayá, que em suas mãos pegou tantos filhos e filhas, agora pariu um livro. A Escola da Reconquista é, sobretudo, uma semente. Uma semente que traz em si toda a sabedoria de como uma Floresta se reergueu. É uma fonte de ensinamentos sobre como se ativa e se reconquista a real história de um Brasil profundo e atual.

Desde a circularidade do tempo, de seu sentipensar/pensaragir, Mayá retoma o sentido da luta, da identidade, de nossas raízes e culturas, dos mistérios e encantos que tecem a vida. Mayá faz a política encarnada. Sua história se (com)funde com a história das retomadas que hoje formam a Terra Indígena Caramuru Catarina Paraguassu. Onde a magia pelo ensinar transforma árvores em sala de aula e sonho de menino em realidade.

Transformei-me numa professora andarilha. A escola acontecia com a gente andando de casa em casa… Eu andava também de retomada em retomada. Os pais faziam retomadas e levavam suas crianças. Eu tinha que ir onde as crianças estavam. Chegava lá e perguntava às crianças se sabiam porque estavam naquele lugar. Assim, íamos aprendendo e reescrevendo nossa história. Uma vez, fui intimada no Fórum de Pau Brasil. Cheguei lá e me perguntaram se eu estava ensinando os índios a fazerem retomadas. Eu expliquei que meu trabalho era ser professora e tinha que ir lá onde as crianças estavam, junto aos pais, pois era meu dever. 

Para quem souber ler para além das linhas – tiver disposição e ousadia para ir além das páginas do livro e trazer a leitura para sua realidade, como a mestra ensina -, Maria Muniz nos deixa de presente caminhos para a elaboração de um trabalho de base fincado na cosmovisão originária de seu povo. Mayá retoma e cocria uma pedagogia dessa conexão – entre Terra e Céu, Lua e Sol, Saberes tradicionais e Ciência, Sonho e Realidade; pratica a arte da escuta, de não se esquecer aprendiz o tempo todo, do aprender brincando junto. Uma pedagogia da terra que se faz em movimento, no caminhar, no rezo, na luta. Como ela mesma conta:

Nunca disse pra eles [alunos] que eu era professora, e, sim dizia que nós viemos estudar para dias melhores. Minha educação foi feita nesse padrão: trabalhando, caminhando, cantando e conversando. Nas beiras dos rios, embaixo das árvores, em casas de farinhas, em um grande curral que pertencia à nossa comunidade. E, lá, o nosso aprendizado foi riquíssimo. Esse curral abrigou a escola, muitas reuniões, encontros e, hoje, se transformou no Colégio Indígena da Aldeia Caramuru.

Ela nos presenteia com canções (ouçam em sua voz, que faz a terra tremer e o coração vibrar); cada cântico traz a profundidade de conhecimentos que não cabem em um só livro, tecem conexões entre mundos, sustentam céus.

Sua prática rompe com a linearidade colonial do pensar e das hierarquias coloniais de poder, que sempre usaram a “ciência branca” para defender seu projeto de extermínio. Junto ao seu povo, retomou 54 mil hectares de suas terras da mão dos fazendeiros: são 54 mil campos de futebol, em 30 anos de luta (de 1982 a 2012), 396 fazendas retomadas – melhor do que isso, 396 escolas. “E minha pedagogia serviu para essas histórias serem contadas, reencontradas, os jovens conhecerem, os povos se encontrarem e saberem por que estavam ali”, revela Mayá. “Esta escola foi construída ouvindo as histórias que os invasores tentaram apagar”, destaca.

Junto ao seu povo, Mayá retomou a escuta da história, a confiança na luta, a capacidade de apalavrear e contar sobre si. Retomou dos seus, produzindo conhecimento para os seus, sendo ponte entre passado e porvir. A partir do despertar da ancestralidade em seu corpo, Mayá encontrou os fios que permitiram tecer a conexão entre o seu povo, para que pudesse reconquistar o que era seu, e reativar futuros desde aí. Foram 396 fazendas-escolas. 54 mil hectares de histórias e memórias ancestrais de seu povo retomadas, que agora podem falar por si, desde seu corpo-território-memória.

Da espiritualidade, do canto e do sonho como guiança e armas de luta

Imagem do VI Encontro de Pajés, por Deriva Jornalismo

Entre as perspectivas não coloniais, indígenas, que Mayá encarna e apresenta, se destaca a importância e o poder do sonho. Ailton Krenak comentou nos Estudos Selvagens que a civilização não leva o sonho a sério. Que na correria das cidades o sonho, se acontece, é uma curiosidade banal ou, quando muito, apenas representa o inconsciente do indivíduo, não tendo valor social. Entre o povo Guarani, e entre muitos povos, o sonho dá sentido à vida. Diz aonde ir, o que fazer, como e quando ir. Determina deslocamentos, rupturas, retornos e retomadas. Revela os sentidos da grande Caminhada. O sonho é local de encontro. Encontro de diálogo com as forças da vida que fazem o cotidiano se desdobrar nesse plano. Encontro com os encantados: é preciso saber escutar seus conselhos. 

Sonhar é coisa muito séria, que exige muito estudo. Davi Kopenawa também fala sobre isso no seu já clássico livro A queda do céu. Diz que os brancos dormem que nem machados largados no chão e, quando sonham, sonham consigo mesmos. Não conseguem sair de dentro de si. E que muito de ser xamã tem a ver com aprender a sonhar, ter visões que ajudam a entender o que aconteceu, o que acontece e o que vai acontecer, na não linearidade que lhe é característica. A vida não fragmentada. E essa visão que o sonho bem sonhado propicia, esse sair de si para o encontro com as forças da vida, dão a direção de como agir

A mãe de Mayá, Lucília Muniz, sonhou com a retomada. “Nós vamos enfrentar muita guerra, mas vamos ter o direito de alcançar nosso território”, disse à Mayá quando ela era criança. E assim foi. Muita guerra. Mas conquistaram seu território. Com muita coragem, organização coletiva mas, principalmente, com a guiança dos encantados. Como diz Mayá, “os encantados eram quem destinavam as orientações para ela nos repassar”. E assim seguiram e seguem fazendo.

Caminhamos junto com nossos seres espirituais. Em todo momento, nós estamos juntos. Todo trabalho de retomada que nós fizemos, fizemos confiantes nas forças de nosso deus Tupã, confiantes nos nossos encantados, no bater de nossos maracás para chamar nossos encantados.

Batendo os maracás e cantando com toda a força de suas entranhas. Assim Mayá se defendeu de algumas emboscadas, enfrentou dezenas de homens armados, fez os militares correrem. Com a força de seu rezo, com a força de seu canto, com a força da sua ancestralidade, de seu povo e dos seus encantados. 

Teve uma ocasião em que, cientes de que Mayá como professora levava e trazia informações do território (quando as outras lideranças não podiam sair porque o cerco estava fechado, era ela quem fazia as conexões com as organizações apoiadoras), tentaram pegá-la. Um dia, voltando de ônibus da cidade para a retomada, 40 homens armados, a mando de um fazendeiro e políticos locais, bloquearam a estrada em busca dela. No princípio ela achou que havia chegado a hora da sua morte… Mas com o apoio de um senhor que estava no ônibus, que sutilmente a lembrou do poder de Deus e dos encantados, e com a força dessa guiança espiritual, ela cantou uma canção que fala da revoada das araras. E os policiais debandaram que nem araras. Se dispersaram. Sucumbiram frente à força de seu canto. Mayá comenta o causo:

Estava numa guerrilha e tentei me defender com a música. As músicas têm um grande poder. Elas são muito poderosas. Para mim, elas têm um sentido muito grande. São a minha arma mais forte. No momento que me vi nessa guerrilha, quem me defendeu? Deus. Nossos encantados, me libertaram dessa força maligna. Não precisei xingar eles. E o cântico veio. Sim, eu era uma índia guerreira.

Mayá conta outro episódio em que se livrou de muitos homens armados com a força dos encantados, com a força dos cantos. Foi lá por 1997, um período de muitas retomadas, quando retomaram a fazenda Milagrosa, na ocasião da morte de Galdino (que foi assassinado brutalmente em Brasília enquanto defendia os interesses da retomada Pataxó Hã Hã Hãe). Um coronel chegou na retomada com seus soldados e engrossou pra cima do cacique Nailton, irmão de Mayá. A situação estava tensa, prestes a se transformar em conflito direto, quando Mayá convocou a comunidade a começar o ritual. E puxaram o cântico:

Deus no céu, os índios na terra

Deus no céu, os índios na terra

Ô, quem é que pode mais?

É Deus no céu!

Ô, quem é que pode mais?

É Deus no céu!

No começo a tropa ficou observando. Quando menos se esperava, estavam cantando junto. A comunidade puxou outro canto de poder. E a tropa junto. O coronel viu que já tinha perdido a batalha, bateu em retirada, e os seus soldados foram no ônibus cantando “Deus no céu e os índios na terra”. Dava pra ouvir da retomada, o ônibus indo e os soldados cantando lá dentro, até perder de vista. Antes de sair o coronel disse: “Vocês são um povo muito forte”.

AMAP realiza a primeira “Vernissage e Leilão de Artes” de Mariana

A cidade de Mariana está vivendo grandes transformações no âmbito da cultura e das questões sociais, após o crime sócio ambiental da barragem do Fundão. Estamos vivenciando uma diáspora, em que muitas pessoas viram-se forçadas a sair de sua terra/território para deslocar-se para o centro de Mariana ou distritos, além da vinda de milhares de pessoas para a construção de novos espaços de moradia para as famílias atingidas. Assim, a identidade cultural da comunidade se encontra em processos de transformação, cruzamentos e adaptação. Mais que nunca, a arte e a cultura são vias de cura, auto conhecimento e equilíbrio para as nossas comunidades.

No dia 17/12/2022, ocorreu na Casa dos Artistas a “I Vernissage e Leilão de Artes da Associação Marianense de Artistas Plásticos (Amap)”, em Mariana – MG – Brasil. O evento contou com a exposição e venda de dezenas de obras produzidas por artistas locais, além de apresentações musicais e oficinas voltadas para o público, abrindo espaço para a produção artística contemporânea, criando canais de comunicação entre artistas e comunidade , buscando incentivar o florescer de jovens artistas.

 Em artigo publicado pelo web jornal “O Espeto”, o jornalista João Benedito cita a fala “De um dos artistas marianenses que tiveram suas obras expostas, o pintor e escultor Walisson Miranda, que destacou a validade do evento organizado pela Amap. “Hoje em dia, a arte, apesar de estar em todo o lugar, não recebe tanta fomentação. Então, um evento assim, principalmente em cidades pequenas, é muito importante”, afirma o artista.

AMAP realiza a primeira “Vernissage e Leilão de Artes” de Mariana

Foram expostas dezenas de obras dos artistas:

“Durante a “I Vernissage e Leilão de Artes” ocorreu também a entrega dos certificados aos alunos da Escola de Artes do professor Geraldino Silva. A partir dessa entrega, os antigos alunos podem ser professores e podem ajudar na valorização da arte local.

A exposição permaneceu na Casa dos Artistas, na rua Direita Centro em Mariana por 15 dias, período em que o público poderá visitar o local para ver as obras expostas, e se gostar, levar um entalhe ou quadro para casa. O valor das peças variam de R$80,00 até R$3500,00.” João Benedito . Leia Artigo Completo AQUI .

Participaram da I Vernissage da AMAP:

Deivison Silvestre @deivisonsilvestre Chica Chica @chicachicafinearts Walison Miranda @walison_shido Salvador Paixão @paixaosal Bruno Miné @brunofmine Geraldino Silva @geraldinopereirada Hugo Nunes @hugonunes165 Maria Maria @mariacomasas Mo Maie @mo.maie Zion @zion.exe01011

Em janeiro estrea “Procuro teu auxílio para enterrar um homem”

Guaja é artista indígena e pertence a Nação Guajajara, do Maranhão (Brasil). Em movimento, já circulou várias cidades e estados de forma itinerante e independente. Seu trabalho flutua por diversas linguagens, desenvolvendo-as principalmente em comunidades indígenas e periféricas.
Uma das principais vozes originárias da atualidade! Busca através de suas experiências, ferramentas, conectadas a história, luta e resistência dos territórios que visita. Assim, fomenta e cria conteúdos que inspiram e revelam temas importantes para o empoderamento e valorização da cultura nativa.

https://www.instagram.com/j.guaja/ #guaja

Guaja faz parte do elenco do aguardado filme “Procuro teu axílio para enterrar um homem”, que estrea em janeiro de 2023 e está concorrendo no Festival de Cinema ed Roterdan, na Europa.

“Com muita alegria que compartilho com vocês um pedaço do trailer oficial do filme “Procuro Teu Auxílio Para Enterrar um Homem” de @andersonbardot . Nele eu faço o homem crucificado, personagem que vivi nas montanhas Capixabas e agora está em Rotterdam famoso festival de cinema da Europa.

Estreia Mundial, janeiro 2023″ @j.guaja

#festival#cinema#rotterdam#holanda#pta#filmebrasileiro#indigena#cruz#fly

I Vernissage e Leilão de Artes da Associação Marianense de Artistas Plásticos

Neste sábado, 17/12/22, acontecerá em Mariana – Mg, o primeiro Leilão de Artes e Vernissage da AMAP (Associação Marianense de Artistas Plásticos), a partir das 15:00, na Rua Direita, 99, Centro, Mariana – MG.

O evento contará com obras de artistas renomados e novos talentos da cidade, buscando incentivar, reconhecer e valorizar a produção artística da cidade de Mariana, e a diversidade da produção e linguagens criativas, como a pintura, a escultura, a ilustração, a fotografia, o grafite e o vídeo; buscando interagir e proporcionar intercâmbios com a comunidade marianense, a partir de conceitos como inclusão, pluridiversidade e criatividade. 

Às 19h00 – nos momentos finais da I VERNISSAGE AMAP 2022, se dará o LEILÃO DE ARTES, com coletiva de artistas da associação: quando serão apresentados,  pela comissão de curadoria, algumas peças e instalações de arte, produzidas por artistas da cidade de Mariana, que poderão ser arrematadas durante o evento. 

Esse será considerado o primeiro Leilão de Arte na região dos inconfidentes, que busca promover as manifestações artístico-culturais na cidade, incentivar investidores no mercado da arte e colecionadores.
Contamos com a sua presença para esse momento de celebração e apreciação estética.

A I Vernissage da Associação Marianense de Artistas Plásticos se dará a partir das 15:00, contando com uma exposição artística com obras dos artistas Mariana:

Deivison Silvestre @deivisonsilvestre

Chica Chica @chicachicafinearts

Walison Miranda @walison_shido

Salvador Paixão @paixaosal

Bruno Miné @brunofmine

Geraldino Silva @geraldinopereirada

Hugo Nunes @hugonunes165

Maria Maria @mariacomasas

Mo Maie @mo.maie

Zion @zion.exe01011

.

Contará também com uma feira de artes e artesanato, buscando incentivar a economia criativa e solidária de nosso município;

Além de trazer para o público:

Oficina de percussão com Xixarro Roots @xixarro.roots

e a entrega de certificados de conclusão do Curso de Pintura do professor Geraldino Silva @geraldinopereirada

e apresentações musicais, com participação de artistas locais e convidados.

Dia 17/12/22
A partir das 15:00
Sede da @amaprimaz
Rua Direita 99 centro Mariana Minas Gerais
.
Arte divulgação::: @brunofmine

Calendário Sons da Áfrika 2023 . Apoie a impressão de 1500 cópias para distribuição em escolas públicas brasileiras

Você sabia que os instrumentos musicais mais antigos do mundo vieram lá da áfrika?

https://www.kickante.com.br/vaquinha-online/calendario-sons-da-afrika-2023

Foi pensando nisso que tivemos a ideia de criar  o “Calendário sons da Áfrika”, buscando levar você e sua família a conhecer um pouco mais sobre instrumentos musicais afrikanos, reconhecendo a importância central da participação de diversos povos do continente mãe na formação da identidade cultural brasileira

e criando ferramentas de luta contra o racismo institucional e estrutural dentro de nossas instituições estudantis.

Em sua terceira edição, o “Calendário sons da Áfrika” vem sendo concebido para ser utilizado como material pedagógico complementar no ensino e difusão de culturalidades afrikanas e afro brasileiras em escolas públicas brasileiras, de acordo com a Lei 10.639, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” e versa sobre o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, ressaltando a importância da cultura negra na formação da sociedade brasileira.

Nossa campanha busca parceiras e parceiros para nos apoiar a imprimir 1.500 cópias da terceira edição do “Calendário Sons da Áfrika”, com a finalidade de distribuí-las em escolas públicas e comunidades de Minas Gerais, Bahia e Brasília. 

O “Calendário Sons da Áfrika” é um projeto que se transformou em realidade, graças à colaboração de vários artistas, grupos e entidades culturais, idealizado com a proposta de ser utilizado como material complementar no ensino de culturas africanas e afrobrasileiras nas escolas públicas, de acordo com a Lei 10.639/03, que prevê a inclusão no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da presença da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Africana”.

Concebido por Mo Maie (Djalo Mjusica Nomad/ Minas, Bahia), em 2018, o projeto tomou forma e vida em 2021, sendo co-criado e ilustrado em parceria com a multi-artista Vivian Campelo (Lomblinha), responsável pelo projeto gráfico, diagramação e seis das ilustrações da primeira edição.

Neste ano, foi impressa uma edição limitada do calendário, ao mesmo tempo em que sua versão em pdf. foi amplamente distribuída no formato online, gratuitamente, através das redes digitais.

Em 2022, o projeto seguiu, contando com o apoio cultural de Muziek Mutantti Net Label (SSA/Bahia), na diagramação e distribuição online gratuita da segunda edição.

Neste mesmo ano, uma das maiores evoluções do projeto foi sua chegada em escolas públicas da Bahia e de Minas Gerais.

Com a contribuição da arte educadora Carol Mota (gestora do projeto Kiuiéie – Chapada Diamantina/Bahia), que desenvolveu atividades artísticas com crianças e pré adolescentes, em escolas da comunidade de Cascavel, em Ibiacora, Chapada Diamantina, na Bahia, com o uso do calendário impresso.

Também em Minas Gerais, foram realizadas atividades pela plataforma criativa Djalo Música Nomad, nas cidades históricas de Ouro Preto e Mariana.

A edição de 2022, teve também o apoio na distribuição online e difusão dos parceiros e parceiras:

Koringoma – Artes musicais africanas e da diáspora africana na educação musical;

Moiras Realizações (SSA/Bahia);

Unilab – Grupo de estudos africanos e epistemologias do Sul (Ceará);

e Projeto Mundo Novo de Arte educação (SSA/Bahia). 

Assim, buscando seguir com o sonho de ver nosso calendário disponível para um maior número de crianças, adolescentes, estudantes e amantes das artes afrikanas, viemos através desta campanha de financiamento convidar você e sua família para serem parceiros de nosso projeto, colaborando para conseguirmos bater nossa meta:

IMPRIMIR 1.500 CÓPIAS DO CALENDÁRIO SONS DA ÁFRIKA 2023,

a fim de distribuí-las em escolas da rede pública no interior de Minas Gerais, na região metropolitana e interiores de Salvador, na Bahia e em cidades satélites de Brasília.

CALENDÁRIO SONS DA ÁFRIKA 2023

Sobre Djalo Musica Nomad:
https://linktr.ee/djalonomad

Plataforma criativa focada em pesquisa, comunicação e arte educação, sob o viés do reflorestamento cultural, o auto cuidado feminino, a saúde popular e a reverência a nossas culturas originárias. Visamos promover o diálogo transcultural entre músicos, artistas, educadorxs e comunidades, trabalhando com foco na preservação, divulgação, empoderamento de agentes e manifestações culturais da diáspora do transatlântico afro-ameríndio. Uma das nossas principais linhas de ação é a arte-educação. Desde 2016 vamos nutrindo a “Escola Atelie Nomad Djalo”, iniciativa educacional multicultural, que busca proporcionar experiências de formação baseadas no respeito e reverência aos saberes e fazeres de povos ancestrais, de encontro com as novas tecnologias sociais, a ecologia, a espiritualidade e o respeito pela mulher. Acreditamos na educação em movimento, buscando sempre conceber partilhas de conhecimentos, fortalecer redes de afeto e cooperação dentro das novas perspectivas de economia criativa do Mundo.

Sobre Mo Maie:

https://terreirodegrios.wordpress.com/mo-maie/
Sound and visual artist, Mo Maie é compositora, multi-instrumentista, artista visual, podcaster, arte-educadora e pesquisadora da música do transatlântico.

Artista nômade, é natural de Mariana (Minas Gerais), sendo também radicada na Ilha de Itaparica (Bahia) e em Dakar, no Senegal.

Nascida em uma família de tradição musical, formada por diversas raízes, suas composições expressam a fusão da diversidade musical do Brasil com sonoridades ancestrais, a world Music, o experimentalismo e o soul.

Em 2022 realizou a produção do Festival Niamakala -festival online de música afrikana e em 2021 lançou seu primeiro disco, Bambala Bambala, produzido entre Brasil e Senegal.

Performer, escritora, artista visual, artesã de instrumentos musicais afrikanos, é idealizadora da Plataforma Criativa Djalô Música Nomad, focada em pesquisa e arte educação, sob o viés do reflorestamento cultural, afrocentricidade, o cuidado com a mulher e a reverência a nossas culturas originárias.

No decorrer de sua caminhada desenvolveu diversos trabalhos em parceria com artistas, redes criativas e comunidades no Brasil, Áfrika, América Latina, Oriente Médio, Ásia e Europa. Em 2005 Realiza Uma Grande Viagem Para Pesquisar as Manifestações da Música.Dança de povos nômades, recorrendo por terra os caminhos da Espanha ao Norte da Índia.

Sobre Carol Mota:
https://linktr.ee/kiuieie
Dançarina, arte educadora, Carol desenvolve trabalhos transdiciplinares nas áreas de dança, educação, fotografia, yoga e filosofia africana.

Sobre Muziek Mutantti:
https://muziekmutantti.com.br/sobre/
Somos uma startup de produção musical que fornece ao artista independente ferramentas e conhecimentos abrangente para produzir e promover sua arte de forma dinâmica. Utilizamos princípios de aprendizagem colaborativa inserindo metodologias interativas entre os envolvidos, para que assim estabeleçam buscas, compreensão e interpretação da informação gerada em grupo.

Sobre Coletivo Ameopoema:
https://www.instagram.com/coletivoameopoema/
A poesia é uma das formas de arte mais tradicionais e importantes na linguagem humana. Entretanto, nem todos têm acesso a esse tipo de conteúdo, e é isso que o projeto AMEOPOEMA deseja mudar. Ele tem como objetivo promover a ampliação e dinamização das oportunidades de leitura, estudo, cultura, arte e lazer entre crianças, jovens, adultos e idosos de Ouro Preto e convida a todos para participar de suas ações.

Dikanza, o instrumento milenar angolano, por Fula

Dikanza

Nzila tocando DIKANZA . Ilustração de Mo Maie ©

Definição a Dikanza é uma cana de Bordão ou uma cana de Bambum. A Dikanza é composta por várias ranhuras que tem como função produzir o som tocado por uma vara ou dedal, o famoso”ula upe” que visa dar uma outra cadência rítmica.

O som é expelido na parte de trás da Dikanza.

Existem dois tipos de Dikanza, a de Bambum e a de Bordão.

A Dikanza é um instrumento milenar de origem bantu das regiões do país de Ngola Kiluange Kia Samba.

A Dikanza como instrumento musical pode ser tocada em estilos tais como: Semba; Kilapanga; Kazakuta; Boleiro; Rebita; Rumba e etc. Ela também, é, conhecida por Reco, Reco na América do Sul, mais propriamente no Brasil, porque os nossos antepassados na época da escravidão levaram consigo tais instrumentos e em virtude do som produzido: rec, rec, lá os brasileiros adoptaram o nome de Reco Reco (onomatopeia). Cá entre nós o som é mesmo kanza, Karacatcha, kanza, Karacatcha, logo, o intrumento é a Dikanza.

Vamos descrever os nomes de alguns dos grandes mestres da Dikanza em Angola com a seguinte precedência:

Mestre Fontinhas do Ngola Ritimo, o melhor tocador da Dikanza de Angola de todos os tempos;

Mestre Male Malamba, não aparece como exímio tocador, mas sim, como grande fabricante das melhores Dikanzas, até mesmo tem uma fórmula (projecto) para construir Dikanza de modo científico;

Mestre Ressurreição, foi dos Gingas, por sinal o único canhoto a tocar o instrumento Dikanza;

Mestre Zé Fininho, foi dos Negoleiros do Ritimos, discípulo do mestre Fontinhas;

Mestre António Pascoal, foi dos Ana Zanga, o homem que tocou a Dikanza na célebre música Chofre de Praça, discípulo do Mestre Ressurreição;

Mestre Adolfo Coelho dos Kiezos, discípulos de Mestre Fontinhas;

Mestre Tulingas, mestre que já passou em quase todos os conjuntos, tais como: África Show; Águias-reais; Kissanguela; Jovens do Prenda. Possuidor de um estilo peculiar na forma de tocar.

Podemos citar outros bons executantes tais como:

Didi da Mãe Preta;

Tonito;

Tony do Fumo;

Chicocoio;

Augusto Chakaia;

Pakito;

Joãozinho Morgado;

Bonga.

Nova geração de executantes da Dikanza, destacamos os seguintes:

Mestre Capitão;

Lolito;

Yuri da Cunha;

Fula.

Se quiserem ouvir o som de uma Dikanza podem encontrar em algumas músicas que nós vamos citar a seguir:

Makongo má Chiquita do Ferreira do Nascimento;

Lemba dos Negoleiros do Ritimo;

Todas as músicas da Sofia Rosa acompanhado pelos Corvos.

Assista a “Concert SITA . Mali . 2022” no YouTube

Conheçam o grupo SITA. Criado no INA (Instituto Nacional das Artes de Bamako), o grupo é formado por jovens mulheres, estudantes do INA, trazendo no repertório temas tradicionais da música do Mali, com direção do Mestre Karin Bengaly.

Este ensemble se trata de uma realização inédita no país, e representa uma transformação no cenário musical maliano contemporâneo, onde até pouco tempo mulheres não tocavam instrumentos tradicionais ritualísticos como o balafon.

Mérito também do Mestre Karin, que vem lutando pela propagação dos estudos deste instrumento ancestral, o balafon.